segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Jornalistas dos EUA temem que fusão Disney-Fox prejudique seu trabalho



Pouco tempo depois de a Disney barrar a participação do "Los Angeles Times" de suas cabines de imprensa – após uma série de reportagens investigativas publicadas sobre ela no jornal –, a empresa anunciou que pretende expandir seu império com a compra da 21st Century Fox.

Embora a toda-poderosa do entretenimento tenha voltado atrás em sua decisão sobre o "LA Times" com a revolta de jornalistas, publicações e críticos de filmes, muitos profissionais estão preocupados com a possibilidade de que o já frágil relacionamento com a empresa possa piorar no futuro próximo.

"Eles terão um controle ainda maior sobre mais coisas, então, se decidirem que não gostaram do que você escreveu, poderão bani-lo de quase todas as cabines de imprensa", disse um repórter de cinema ao BuzzFeed News. "É assustador para os repórteres e jornalistas assistir ao domínio de uma empresa se expandindo dessa maneira e saber que seu destino está atrelado a ela."

O BuzzFeed News conversou com alguns repórteres de entretenimento, críticos de filmes e jornalistas que cobrem cinema e televisão para saber o quanto a compra da Fox pela Disney pode afetar seu trabalho. A grande maioria deles quis permanecer anônima. (O BuzzFeed News entrou em contato com um porta-voz da Disney, que não quis comentar.)

"Só o fato de eu me sentir mais confortável conversando anonimamente com você já demonstra o poder que a Disney tem", disse um repórter.

A aquisição feita pela Disney, que custará um total de 52,4 bilhões de dólares em ações, fará dela uma titã da indústria dos filmes e da televisão. No entanto, a notícia desencadeou um debate, especialmente entre jornalistas e críticos, sobre como a aquisição da 20th Century Fox filmes e estúdios pela Disney — assim como algumas propriedades a cabo como a FX, sem contar uma significante fatia do HuLu— pode ter um efeito considerável na indústria do entretenimento.

"É assustador assistir a uma empresa se expandindo dessa maneira e saber que seu destino está atrelado a ela.”

Jason Bailey, editor da revista "Flavorwire", disse que achou "totalmente assustadora" a maneira como a Disney tratou o "LA Times" e acredita que isso vai se tornar cada vez mais comum quando a Disney assumir o controle da 21st Century Fox.

"A ideia de um importante conglomerado multinacional ser tão mesquinho e vingativo, de realmente se envolver em um ato de retaliação contra um meio de imprensa e jornalistas, nos dá uma ideia de onde eles estão querendo chegar contra qualquer um que não siga as regras da empresa", disse Bailey. "É muito preocupante e fica ainda pior se eles estão no controle de toda essa fatia da indústria do entretenimento."

A provável fusão significa que a Disney expandirá seu controle na indústria do entretenimento. Assim, os jornalistas terão que lidar com equipes da empresa para conseguir acesso e fazer sua cobertura. "Se você estiver bem com os assessores de imprensa da Disney, então pode ter acesso a tudo", disse um repórter de entretenimento. "Se você sabe que vai escrever algo que os deixará bravos, é preciso levar em conta quais serão as consequências disso para o seu trabalho depois."

Alguns repórteres notaram que esse não é um problema específico da Disney, mas que, no mundo do jornalismo de entretenimento, as relações com os representantes de imprensa determinam acesso a entrevistas, cabines de filmes, visitas a sets de filmagens e outros meios de cobertura. As oportunidades futuras de imprensa, dizem eles, dependem muito do quão favorável foi sua cobertura sobre filmes anteriores, programas de televisão e outras notícias relacionadas à empresa.

"Como crítico, eu já fui informado pela Disney de que eles não gostariam de me convidar para a cabine de um filme porque eu não tinha gostado do último", disse um crítico de cinema. "Ver eles conseguindo cada vez mais poder me assusta."

Um crítico independente e membro do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York disse que ficou incomodado com a ideia de a Disney comprar a Fox. "Existem atualmente seis grandes estúdios, além dos pequenos. O que eu menos gosto de lidar é a Disney", disse o crítico. "Eu compararia eles ao Vaticano. Eles têm suas regras, fazem as coisas do jeito deles e, se você não gostar, é melhor cair fora, porque eles têm o produto que desperta o maior interesse no mercado."

Um roteirista disse que a maneira como a Disney barrou o "LA Times" "continua a me deixar sem palavras". "Eu particularmente me preocupo com o fato de que um estúdio tão grande assim precise cada vez menos da imprensa. Eu não acho que nada mudará drasticamente agora, mas acredito que é mais importante do que nunca que os repórteres de entretenimento defendam seus valores jornalísticos", disse o roteirista. "Nós não somos braços do setor de relações públicas das empresas."

Alguns repórteres, no entanto, acreditam que a fusão da Disney com a Fox não necessariamente tornará as coisas melhores ou piores para as pessoas que cobrem a indústria do entretenimento. "Eu não tenho nenhum receio de que a Disney será uma empresa maior, que haverá mais riscos ou que terei menos acesso", disse um repórter. "Se você está com a Disney, está com a Disney, e se você está fora, está fora."

“Nós não somos braços do setor de relações públicas das empresas.”

Eric Kohn, diretor-adjunto e crítico de filmes chefe da publicação online Indiewire, disse que não sente medo da consolidação da Disney com a Fox, mas que está um pouco preocupado devido ao banimento imposto ao "LA Times". "Nós já tivemos esse choque de realidade no que diz respeito à situação na Casa Branca e a esse nível de poder", disse ele. "O que isso deixa claro é que também está acontecendo no nível das corporações, onde há uma agenda que é vista como sendo ainda maior do que qualquer tipo de padrão ético que aplicamos no jornalismo."

Kohn disse também que espera que a situação do "LA Times" sirva como lembrete às pessoas de que não devemos menosprezar a liberdade de expressão. "Isso se trata menos do que a Disney vai fazer e mais sobre aquilo que queremos que ela faça, e nós conseguiremos aquilo que queremos quando revidarmos", disse Kohn.

A maioria dos repórteres e críticos que falaram com o BuzzFeed News manifestaram ao menos um pouco de preocupação sobre o que a Disney faria com ainda mais poder. "Nós vimos um padrão no comportamento da Disney", disse um repórter de entretenimento. "Quanto mais poder eles têm, mais eles exercem."

"Essa quantidade de poder parece estar sendo colocada nas mãos de pessoas que não sabem o que fazer ou como reagir adequadamente às matérias críticas", disse outro jornalista de entretenimento. "Porque essas histórias continuarão a surgir."


Este post foi traduzido do inglês.





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Crivella nega verba e casa de cultura afro no Rio fecha as portas



Inaugurada em novembro de 2015 com um investimento de R$ 2,5 milhões da Prefeitura do Rio, a Casa do Jongo no Morro da Serrinha, em Madureira, fechou as portas esta semana por falta de verba.

A Casa do Jongo faz parte do roteiro cultural e turístico do Rio, mas as negociações com a gestão do prefeito Marcelo Crivella (PSC) não vingaram.

"Em um ano de governo, a secretária de Cultura [Nilcemar Nogueira] nunca nos recebeu", disse uma das diretoras da Casa do Jongo, Lazir Sinval.

Lazir é sobrinha de Tia Maria, que no dia 30 de dezembro completou 97 anos. Ela é a jongueira mais velha da Serrinha. O jongo é um ritmo que veio da África com os escravos e é uma das origens do samba.

O imóvel ocupado pelos jongueiros é da prefeitura, concedido a elas por 12 anos. Apesar de a Casa do Jongo da Serrinha ter sido inaugurada apenas em 2015, na gestão de Eduardo Paes (PMDB), o trabalho da entidade existe há mais de 50 anos para a preservação das tradições.

Em 2005, o Jongo da Serrinha passou a ser considerado Patrimônio Imaterial do Sudeste pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional).
Beth Santos/ Prefeitura RJ

Há quase 20 anos a Prefeitura do Rio vinha mantendo vínculo de patrocínio para o Jongo da Serrinha. Com a inauguração da Casa do Jongo, as despesas passaram a ser de R$ 400 mil ao ano, atendendo cerca de 400 alunos, entre crianças e adultos, em diversas atividades.

No ano passado, a situação se deteriorou. Segundo a prefeitura, a casa de cultura africana não faz parte da rede mantida pela administração, mas foi beneficiada por recursos da lei de captação de recursos do ISS (Imposto sobre Serviços) em 2017.

Em nota enviada ao BuzzFeed News, a Secretaria de Cultura afirmou que, segundo a lei municipal, como a Casa do Jongo "já está incentivada pela Lei do ISS, a secretaria não pode aportar recursos diretos de patrocínio na referida instituição".

"A Casa do Jongo teve projeto aprovado no valor de R$ 825.195,00. Pelas regras da Lei do ISS, o beneficiado só começa a ter acesso ao dinheiro captado se comprovar que já possui pelo menos 30% do valor total de seu projeto. Até maio de 2017, no entanto, a Casa do Jongo havia captado R$ 140.000,00, valor abaixo dos 30% exigidos pela lei. Por este motivo, a referida instituição solicitou à Secretaria Municipal de Cultura que, em caráter excepcional, pudesse ter acesso a este valor. Devido à "relevância sociocultural do projeto", a SMC autorizou a Casa do Jongo a ter acesso aos R$ 140.000,00 já captados, valor que foi repassado à instituição em 02 de agosto de 2017. A autorização em caráter especial foi uma demonstração de apoio efetivo e de reconhecimento à importância das atividades culturais da Casa do Jongo", diz a nota.

"O dinheiro não deu. Acabou faz tempo. Estávamos trabalhando como voluntários. Mas numa casa daquele tamanho chega um momento em que não dá. Precisamos fechar. Ficou insustentável", disse Lazir.

Para ela, a negociação com a prefeitura poderia ter sido diferente. "Isso é uma coisa muito triste. A prefeitura precisa cuidar de todo âmbito cultural e educacional da cidade. A demanda aumentou com o tamanho da casa. Esse patrocínio já acabou. Deu para alguns meses."






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Rodrigo Maia usa avião da FAB para inaugurar creche com ACM Neto em Salvador


Fotos do evento publicadas na página oficial de ACM Neto no Facebook.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), usou um avião da FAB para ir a Salvador inaugurar uma creche municipal ao lado do correligionário ACM Neto, prefeito da capital baiana.

O evento ocorreu no dia 28 de dezembro — às vésperas do Ano Novo, durante o recesso da Câmara — e teve também a presença do senador Ronaldo Caiado (GO), outra figura nacional do DEM. Maia negou que o encontro tenha tido intenção partidária.


O uso de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) a trabalho é permitido para todos os ministros do governo federal e para os presidentes do STF, ministra Cármen Lúcia; do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE); e da Câmara.

No caso de presidentes de Poderes, como Maia, também é permitido usar os jatinhos oficiais para voltar aos Estados de residência.
ACM Neto e Caiado no mesmo evento.

No registro da FAB, a viagem de Maia a Salvador foi registrada como "serviço".

Em declaração ao jornal A Tarde, ACM Neto afirmou que a visita "tem um simbolismo". O prefeito disse também que Maia e Caiado são "muito lembrados como potenciais presidentes da República". "Então, eles vêm para prestigiar um evento da prefeitura, mas também falar de política", disse o prefeito.

"Vim visitar meu amigo prefeito, como faço todo fim de ano. Não tem nenhuma relação com eleição. Sou deputado federal, não pré-candidato", desconversou Maia ao ser questionado pelo jornal baiano.

Durante a inauguração, o presidente da Câmara e ACM Neto anunciaram que o Orçamento federal de 2018 teria R$ 61,7 milhões a serem repassados à prefeitura, com o intuito de finalizar a obra da avenida Aliomar Baleeiro, próxima à creche.

Procurada pelo BuzzFeed News, a assessoria de imprensa do deputado disse que ele "se empenhou pessoalmente para a liberação destes recursos" e, por isso, participou do evento a convite do correligionário. Leia a íntegra ao final do post.

A assessoria de Caiado afirmou que o senador já estava em Salvador no dia 28, quando ocorreu o evento, e que ele não viajou com Maia.

Leia a íntegra da nota de Rodrigo Maia.


As viagens realizadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, utilizando aeronave da FAB foram em missões oficiais ou para deslocamento ao local de residência, conforme estabelecido pelo decreto.

No dia 28 de dezembro, o presidente foi a Salvador para fazer o anúncio da liberação da verba no valor de R$ 61.716.041,80, do orçamento de 2018, para a requalificação da Avenida Aliomar Baleeiro, também conhecida como a Estrada Velha do Aeroporto. Rodrigo Maia se empenhou pessoalmente para a liberação destes recursos. Na ocasião, o deputado participou a convite do prefeito ACM Neto da inauguração de Creche e Pré-Escola Primeiro Passo, no bairro de Nova Brasília, que fica na Estrada Velha do Aeroporto.




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Venezuela vai autorizar Itamaraty a visitar brasileiro preso


Reprodução/Instagram

O governo de Nicolás Maduro confirmou nesta sexta-feira (5) ao Itamaraty que prendeu o brasileiro Jonatan Diniz, 31, no dia 27 de dezembro. Representantes do governo do Brasil esperam visitar Jonatan nas próximas horas. De acordo com a família dele, o jovem está preso no Helicoide, prédio que serve de sede do Sebin (Serviço Bolivariano de Informação Nacional).


De acordo com suas postagens em redes sociais e o depoimento de sua família, Jonatan embarcou de Los Angeles, onde mora, para Caracas para fazer uma ação solidária e distribuir alimentos e brinquedos para crianças venezuelanas no Natal.

No entanto, o deputado Diosdado Cabello, segundo no comando chavista, anunciou a prisão do brasileiro no dia 27 como se ele integrasse um complô contra o governo Maduro e usasse o trabalho solidário para distribuir recursos em moeda estrangeira para fomentar a oposição ao governo. Cabello usou postagens de Jonatan, publicadas meses atrás, contra o governo Maduro.

Esta não foi a primeira vez que Jonatan Diniz visitou a Venezuela. Segundo sua família, ele viajou nos últimos dois anos para o país e se impressionou com a pobreza e a repressão aos cidadãos. Ele teria se mudado para os Estados Unidos, juntado algum dinheiro, recebido doações e viajado de volta a Caracas para realizar, segundo seu irmão, Juliano Diniz, "o sonho de fazer um café da manhã e distribuir alimentos e brinquedos" para os necessitados.

Juliano afirmou ao BuzzFeed News que as autoridades venezuelanas informaram ao Brasil que Jonatan estava sem o passaporte quando foi preso. A família enviou ao governo brasileiro cópias de documentos que confirmam sua nacionalidade para ajudar no processo.

Para rebater a tese de que o jovem, que trabalha como prestador de serviços nos Estados Unidos, segundo seus familiares, Juliano afirmou que a passagem aérea Los Angeles/Caracas/Los Angeles foi paga por sua mãe.





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